Dor na Perimenopausa e Pós menopausa

A perimenopausa e a menopausa são períodos de profundas mudanças hormonais, metabólicas e neurológicas. Para muitas mulheres, essa transição vem acompanhada do surgimento de dores novas ou da piora de dores antigas — musculares, articulares, cefaleias, dor difusa ou sensação de corpo “inflamado”.

Nem sempre essas dores têm uma única causa estrutural. Alterações hormonais, sono fragmentado, aumento da sensibilidade do sistema nervoso e mudanças na composição corporal costumam atuar em conjunto, tornando o quadro mais complexo do que parece à primeira vista.

Dor na menopausa: por que ela é diferente?

Durante a perimenopausa e a menopausa, muitas mulheres passam a sentir dores que não se comportam como as dores “tradicionais”. Elas podem surgir sem um motivo claro, mudar de lugar, vir acompanhadas de rigidez ao acordar, piorar com noites mal dormidas, estresse ou ondas de calor, e até reativar dores antigas, como enxaqueca, dor nas costas ou no pescoço.

Isso acontece porque a queda do estrogênio influencia diretamente a forma como o sistema nervoso percebe e modula a dor, além de afetar o sono, a inflamação de baixo grau e a função muscular e articular. O resultado costuma ser um quadro mais difuso e complexo, que nem sempre aparece nos exames e que muitas vezes não se encaixa perfeitamente em diagnósticos ortopédicos ou inflamatórios clássicos.

É por isso que, nessa fase da vida, a dor raramente tem uma única causa — e tratamentos isolados costumam trazer pouco resultado.

A avaliação com um especialista em dor com abordagem de estilo de vida e nutrologia permite integrar esses diferentes fatores, diferenciando os mecanismos envolvidos e evitando abordagens fragmentadas ou excessivas. Em vez de olhar apenas para “onde dói”, a consulta busca entender como o corpo, o sistema nervoso e o contexto hormonal estão interagindo, para construir um plano de cuidado mais claro, individualizado e com maior chance de melhora real da dor.

Como é a consulta de dor na perimenopausa e menopausa?

A consulta é estruturada para compreender a dor dentro do contexto global da paciente, respeitando sua história, suas queixas atuais e o momento de vida que está atravessando. A avaliação começa com uma escuta cuidadosa da evolução da dor ao longo do tempo, buscando entender como ela surgiu, como mudou e de que forma se relaciona com a transição menopausal e o ciclo menstrual prévio.

 

Também são considerados aspectos fundamentais como a qualidade do sono, a presença de fadiga, o nível de estresse e sintomas comuns dessa fase, como ondas de calor e alterações de humor. Exames já realizados são analisados à luz do mecanismo da dor — e não apenas pelo laudo — permitindo uma interpretação mais integrada do quadro.

 

O objetivo da consulta não é apenas controlar a dor de forma pontual, mas compreender por que ela surgiu ou se transformou nesse momento da vida e, a partir disso, construir um plano de cuidado realista, individualizado e com foco em melhora sustentada da qualidade de vida.

Como se preparar para a consulta

Antes da consulta, você terá acesso a questionários específicos para a dor na perimenopausa e menopausa, pensados para serem respondidos em casa, com calma.

Eles ajudam você a refletir sobre a própria dor — quando começou, como varia ao longo do dia e como se relaciona com sono, cansaço, estresse e mudanças hormonais. Muitas pacientes percebem padrões que antes não estavam claros.

Nessa fase da vida, a dor costuma resultar da combinação de vários fatores, e os questionários ajudam a organizar essas informações. Esse processo já faz parte do tratamento: você chega à consulta mais preparada, compreende melhor o que está acontecendo e aumenta as chances de uma abordagem mais eficaz desde o primeiro encontro.

Será que você está na perimenopausa?

Identifica sinais e sintomas comuns da transição hormonal para ajudar você a reconhecer essa fase do seu corpo.

Avaliação inicial da sua dor

Para organizar como você vê a sua dor e o que já aconteceu em relação a ela.

Impacto da dor na sua rotina

Como a dor interfere no dia a dia, na autonomia, nas atividades, no humor e na qualidade de vida.

Sono e dor

Como o descanso influencia a dor e como a dor, por sua vez, afeta o sono e a recuperação do corpo.