Existe um caminho possível para recuperar a qualidade de vida e reduzir a dor, mesmo em quadros persistentes e complexos.
Por isso, a avaliação clínica cuidadosa é fundamental.
A dor neuropática é um tipo específico de dor que surge quando existe lesão ou doença de um nervo, da medula ou de estruturas do cérebro relacionadas à percepção da dor.
Ela costuma ser descrita como queimação, choque elétrico, formigamento, fisgadas ou dormência e pode ocorrer de forma contínua ou em crises.

Para pessoas que convivem com dor em queimação, choque ou formigamento, dormência e coceira, especialmente quando:
Esses sintomas refletem disfunção do próprio sistema nervoso, e não apenas inflamação local.

A consulta é guiada pela história clínica detalhada e pelo exame neurológico, não apenas por laudos de exames.
A avaliação busca entender:
A medicação é utilizada como ferramenta estratégica, integrada a sono, rotina, movimento e, quando indicado, intervenções específicas.
O objetivo não é apenas aliviar crises, mas reduzir recorrência, melhorar função e evitar cronificação.

Algumas condições imitam dor neuropática, mas têm mecanismos diferentes e exigem outra abordagem. Identificar corretamente o mecanismo da dor é essencial para evitar tratamentos ineficazes.
Nesse tipo de dor, o sistema nervoso central passa a amplificar sinais de dor, mesmo sem lesão de nervo que explique o quadro. É comum em condições como fibromialgia, enxaqueca ou síndrome do intestino irritável com dor abdominal recorrente. Esse tipo de dor não é neuropática, embora possa coexistir com ela.
Veja mais em: [Dor miofascial e pontos-gatilho]
Contraturas musculares profundas podem gerar dor irradiada, formigamento ou sensação de choque, imitando dor de nervo, sem haver lesão neural.
Veja mais em: [Dor miofascial e pontos-gatilho]
Alterações articulares ou inflamatórias podem causar dor irradiada, como uma dor nas costas que irradia para perna ou uma dor no quadril que irradia pro joelho. O padrão de dor pode parecer do nervo, mas ao investigar e examinar, a causa é outra.
Veja mais em: [Dor articular]
Antes da consulta, vale a pena responder questionários específicos para dor neuropática, pensados para serem respondidos em casa, com calma.
Eles ajudam você a observar melhor como a dor se manifesta — queimação, choque, formigamento, dormência — e em quais situações ela piora ou muda de intensidade. Muitas pessoas passam a diferenciar sensações que antes pareciam “todas iguais”.
Como a dor neuropática depende do funcionamento do sistema nervoso, compreender esses padrões é fundamental. Ao responder aos questionários, você já começa a entender melhor o seu tipo de dor e chega à consulta mais preparado para um plano de tratamento mais direcionado e eficaz.
Na dor neuropática, o local e o trajeto da dor ajudam a entender quais nervos ou vias podem estar envolvidos.
Como sua dor se manifesta?
Como essa dor interfere na sua vida?
Como o descanso influencia a dor?
Existe um nervo ou doença de base por trás da sua dor?
Essas informações não substituem a avaliação médica, mas permitem um raciocínio diagnóstico mais preciso desde o início.